Entorses da tibiotársica (tornozelo)

Entorses da tibiotársica (tornozelo)

A entorse da tibio-társica (entorse do tornozelo) é um mecanismo que implica um movimento excessivo e repentino de rotação do pé em relação à perna, podendo originar lesão de diversas estruturas que compõem a articulação do tornozelo (ligamentos, tendões, músculos, nervos, cartilagens e ossos).

A forma mais comum de ocorrer uma lesão por entorse é o movimento de inversão (rotação do pé para dentro), que afeta estruturas da região lateral do pé (parte externa/de fora). Em oposição, o movimento de eversão (rotação do pé para fora) poderá originar lesão de estruturas da região medial do pé (parte interna/de dentro).

As entorses do tornozelo podem ser classificadas quanto ao grau, dependendo da gravidade da lesão ligamentar:

  • Grau 1: estiramento ligamentar sem lesão macroscópica. Pouco edema, sem perda funcional ou perda mínima e sem instabilidade articular mecânica.
  • Grau 2: rotura parcial de 1 ou mais ligamentos. Dor moderada, edema, laxidez ligamentar, perda de mobilidade articular e instabilidade articular mecânica leve a moderada.
  • Grau 3: rotura completa de 1 ou mais ligamentos. Dor forte, edema e laxidez ligamentar consideráveis e instabilidade articular mecânica. Pode existir lesão nervosa, da cartilagem e/ou óssea.

A fisioterapia deve ser iniciada o mais precocemente possível, sendo que as técnicas utilizadas dependerão da gravidade da lesão, das caraterísticas clínicas e da sua evolução. Habitualmente, são utilizadas técnicas de alívio da dor e redução de sinais inflamatórios, mobilização articular passiva e/ou ativa, fortalecimento muscular do pé e perna, exercícios de propriocepção, equilíbrio, estabilização dinâmica e reeducação funcional.


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